A FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO EM TEODORO DE ALMEIDA (1722-1804)
DOI:
https://doi.org/10.2021/saberesinterdisciplinares.v12i23.281Palavras-chave:
Filosofia da educação, século XVIII, Teodoro de Almeida, universidadeResumo
Teodoro de Almeida é um dos maiores pedagogos portugueses do século XVIII. A sua atividade de professor e de divulgador tanto do pensamento moderno quanto dos novos métodos de ensino e de aprendizagem estende-se por toda a segunda metade do século. O oratoriano lança um olhar muito crítico à universidade portuguesa: ao que nela se ensina e ao modo como se ensina, à sua perda de protagonismo e à sua incapacidade de se ajustar aos novos tempos e de se pôr ao serviço do desenvolvimento do país. Para alterar este estado de coisas considera necessário mobilizar esforços para transferir as competências tradicionalmente atribuídas às universidades para outros fóruns e prestar uma muito maior atenção à dimensão metodológica do processo de ensino e de aprendizagem. Teodoro de Almeida propõe um conjunto de recomendações tiradas da sua própria experiência como professor, recomendações que, se forem seguidas, devolverão a todo o processo o caráter ‘recreativo’ e interessante que nunca deveria ter perdido. O texto aborda as duas dimensões da reflexão do oratoriano – o aspeto de crítica ao saber instituído e as principais recomendações que se dirigem a alterar este estado de coisas. Estas recomendações vão desde a identificação de obstáculos e de estímulos que interferem no processo de aprendizagem, até à determinação da ordem por que devem ser ensinadas as diversas matérias.
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